A Catequese de Iniciação à Vida Cristã como um despertar para a Missão!

 
 
 

“Anunciar o Evangelho não é título de glória para mim; é, antes, necessidade que se me impõe. Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho” (1 Cor 9, 16).

A Catequese, desde sua origem, é vista como um processo permanente de aprendizado e de amadurecimento da fé. Ela transmite os conteúdos da fé, toca o coração das pessoas e, ao mesmo tempo, procura conduzí-las ao encontro com Jesus Cristo. Portanto, a catequese de Iniciação à Vida Cristã, tem como missão duas funções significativas: 1° Função mistagógica [levar o catequizando a fazer a experiência da fé em Jesus Cristo]; 2° Função pedagógica [conduzir o catequizando a Jesus Cristo e à inserção na vida da comunidade].

Numa sociedade fragmentada, se acentua a necessidade de uma Catequese Iniciática. Ou seja, uma catequese que toque o coração dos catequizandos, conduzindo-os a Jesus Cristo e a inserção na comunidade.

É da inserção na vida da comunidade que brota verdadeiros discípulos missionários de Jesus Cristo: “Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei” (Mt28, 19-20). A Iniciação à Vida Cristã deve atingir os não batizados, os batizados que não participam da comunidade eclesial, e as pessoas que se afastaram da comunidade por diversos motivos e indiferentes à fé cristã. Atenção especial deverá ser dada à catequese com adultos, como a forma fundamental de educação na fé na busca de superar uma fé individualista, intimista e desencarnada (CR 130).

A III Conferência em Santo Domingo recordou que “a Nova Evangelização deve acentuar uma catequese querigmática e missionária”. A catequese missionária procurará ajudar e estimular a comunidade cristã para a dimensão da acolhida, da solidariedade e da missão. A catequese está igualmente aberta ao dinamismo missionário e evangelizador. Se for bem conduzida, os próprios cristãos terão condições de dar testemunho da sua própria fé, transmiti-la aos filhos e netos, dá-la a conhecer a outros e servir, de todas as maneiras, a comunidade humana (CT, 24).

A catequese de iniciação à Vida Cristã, tem como processo o despertar para a missionariedade. Por isso, ela tem como missão revelar a ação pedagógica de Deus que se dá através a conhecer ao povo que ele escolheu para si (cf. Ex 3,7-15). A catequese e a missão se processam numa interação permanente, onde os evangelizadores, catequistas e catequizandos são “crescentes e aprendentes”. A ação evangelizadora, de modo especial a catequese, traduz sempre a mística missionária que animava os primeiros cristãos. A catequese exige conversão interior e contínuo retorno ao núcleo do Evangelho (querigma), ou seja, ao Mistério de Jesus Cristo em sua Páscoa libertadora, vivida e celebrada continuamente na liturgia. Sem isso, ela deixa de produzir os frutos desejados.

Toda ação da Igreja leva ao seguimento mais intenso de Jesus (cf. CR 64) e ao compromisso com seu projeto missionário (DNC, 84). A partir da Conferência de Aparecida, essa junção inseparável ‘discípulos missionários’ é chamada a ser um eixo central de toda a ação evangelizadora de nossa Igreja. O estado permanente de missão é uma urgência necessária. Sentimos a necessidade de renovação, de uma verdadeira “conversão pastoral para a missão”. Que Maria, primeira catequista missionária do Pai, nos impulsione anúncio e no testemunho de Jesus Cristo com alegria.

Irmã Maria Aparecida Barboza
Setor Animação Missionária

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