Capítulo Provincial: Irmãs aprofundam reflexão sobre a parábola do Bom Samaritano

 
 
 

A manhã da Sessão Plenária de Estudos, do III Capítulo da Província Nossa Senhora de Guadalupe, das Irmãs do Imaculado Coração de Maria, foi dedicada ao estudo do texto do Bom Samaritano. Neste sábado, 03/12, a formação foi assessorada pelo Pe. Boris Nef Ulloa, do clero da Arquidiocese de São Paulo, professor doutor em Teologia Bíblica.

A partir do método da lectio divina, o padre Boris uniu o texto bíblico com a Fratelli Tutti, carta encíclica do Papa Francisco, recentemente lançada e, seguidas vezes, recordou que é no caminho que o discipulado ganha sentido e se aprofunda.

“O discipulado do cristão é vida. É ir pelo caminho, correr risco de ser assaltado, da dor, mas é também o lugar de encontrar o ferido, que dá sentido ao nosso percurso”.

O convite do palestrante foi para que cada Irmã faça a releitura da vida e veja, em cada alegria, em cada tristeza, em cada acontecimento, qual foi a vontade de Deus revelada naquele instante. Dessa forma, pontuou o palestrante, se encontra o sentido para viver o discipulado, percebendo-se acompanhado por Deus.

Pe. Boris destacou Fratelli Tutti, onde o Santo Padre afirma que podemos nos ver em cada personagem da parábola. O que Jesus faz é tirar do mestre da lei o maior ensinamento. Isso também serve para todos:

“A pedagogia Jesus faz mais perguntas do que oferecer respostas. Ele tira do mestre da lei o ensinamento. A resposta está dentro de nós, por isso é importante revisitar a nossa história de vida religiosa consagrada, com seus acertos e erros, que dão as respostas para a nossa vida” disse o sacerdote.

O padre acrescentou que a fé cristã é dinâmica, ativa, propositiva. Em Jesus – afirmou – somos chamados a uma fé que não é mágica, que se aprofunda no caminho e conduz a uma esperança perseverante e permanente.

Boris lembrou ainda do Ano da Misericórdia, vivido em 2015/2016. Para ele, este evento preparou a Igreja para viver o atual momento da tempo de pandemia.

“O Espírito de Deus trabalha muito no coração da Igreja. Ano da Misericórdia nos preparou para pandemia. É preciso olhar a realidade para enxergar o agir de Deus” e completou: “o discipulado cristão não se faz nas visões, nem nos fatos extraordinários, mas nos encontros com Cristo. Se toca a humanidade de Cristo na humanidade do próximo. O Papa Francisco já disse que quem quer tocar as feridas de Cristo tem que tocar as feridas da humanidade (…) responde-se a Deus no amor ao próximo” disse.

Pe. Boris foi categórico ao afirmar que a parábola do Bom Samaritano é uma revolução e que essa mensagem, assim como Evangelho, desinstala qualquer pessoa que o compreende: “Estamos no caminho para curar”.

Por fim, o professor falou dos pobres e da missão de despertar neles o valor do Evangelho: “O que é desprezível para as pessoas, aos olhos de Deus não é. O que é impuro aos nossos olhos, se torna critério de salvação. Jesus é a Boa Nova para o pecador, para o desqualificado, para o nu, para o faminto, para o estrangeiro, para o doente, presos e as prostituas. O arrogante não vê a Boa Nova em Jesus” finalizou.

UMA CONGREGAÇÃO SAMARITANA

A Parábola do Bom Samaritano está intimamente ligado tema dos Capítulos Geral e Provinciais. A passagem bíblica inspira a Congregação neste tempo de viver a fidelidade à raiz fundacional, o compromisso místico-profético com a vida, e a sair às pressas.

Inclusive, a passagem do Bom Samaritano é um dos desenhos que compõem o ícone dos Capítulos. Evoca uma Igreja e Congregação em saída, ao encontro da vida ferida que precisa ser vista, encontrada e cuidada.

Clique aqui e leia o significado do ícone.


Por: Magnus Regis
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