Conheça o ícone do XX Capítulo Geral Ordinário ICM

 
 
 

Ao iniciar o XX Capítulo Geral Ordinário, as Irmãs do Imaculado Coração de Maria conheceram o ícone símbolo do evento, que também será usado como a marca do sexênio 2021-2016.

A arte é de autoria de Márcio Mota, de Fortaleza, no Ceará, e foi elaborada a partir do lema do Capítulo: “Saiamos às pressas, a vida clama.” Lc 1, 39.

Leia a explicação do ícone:

“Saiamos às pressas, a vida clama.” Lc 1, 39.

A frase inspirou uma imagem artística que expressa a ideia de movimento, de um caminho que se faz motivado por um chamado que o provoca. Portanto, movimento e caminho. Porém, há algo que se deve comunicar ou uma ação a ser realizada e toda comunicação é gestada no interior; é um impulso do interior que leva a agir, do contrário todo agir é apenas superficial e sem força comunicadora.

No centro está a Trindade. No mais íntimo, na razão de tudo. Está na origem e no fim de tudo. “Nele nos movemos, existimos e somos”. Deus em seu amor não é fechado em si mesmo. Uno e Trino, ele se comunica ao se relacionar.

Do centro partem raios ou caminhos e giram movimentando-se em torno do centro, sobre os quais se desenham cenas que comunicam a realidade do centro. Movimento de concentração, mas também de expansão.

A fé na Trindade não é apenas adesão a uma doutrina, mas uma vivência desta crença com implicações concretas na própria vida. As cenas evangélicas apresentadas em torno da Trindade simbolizam a comunicação do que é recebido mesma Trindade.

Escolhi cenas do Evangelho associadas a um caminho, para melhor expressar o LEMA do encontro. Sobretudo na cena da Visitação de Maria a Isabel se diz que “ela saiu apressadamente”. As outras cenas são o caminho de Emaús e a parábola do Bom Samaritano. A árvore simboliza a árvore da Vida que faz paralelo com a árvore da Cruz, junto à qual está a Mãe de Deus intercedendo pela Humanidade, da qual é mãe.

A representação da Trindade como 3 anjos já é tradicional na iconografia e é inspirada na visita de 3 mensageiros a Abraão. Eles portam um bastão do mesmo modo que os discípulos de Emaús porque, segundo o relato bíblico, são caminhantes. Tanto com relação aos personagens da Trindade quanto à cena de Emaús, nenhum personagem é identificável a fim de que nos orientemos a uma compreensão mais abrangente da cena, para além da descrição histórica. Inclusive, os dois discípulos de Emaús não conheceram a identidade do companheiro até que o reconheceram no “partir do pão”, quando ele já não era mais visível aos seus olhos.

Em Maria apresenta-se seu Coração como símbolo de seu amor e de sua totalidade orientada para Deus. Seu coração é o lugar da unidade e força motora de seu agir. “Ela guardava todas as coisas no coração”. Ele é como um reflexo do amor de Deus. Há um destaque de cor vermelha que realça o coração da Mãe de Deus e que o associa à taça na mesa do centro e também à taça que o bom samaritano oferece ao caminhante ferido. Oferta, amor, sacrifício.

Eis o que me orientou na composição do quadro.

Em Cristo,
Márcio Mota

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