Durante o noivado, Cristiane descobriu a vocação à Vida Religiosa. Jovem se tornará Irmã ICM no domingo (24)

 
 
 

Isso mesmo, bem ali, na antessala do sacramento do matrimônio, a jovem Cristiane Sabatke decidiu ouvir ao chamado de Deus e abraçar a sua verdadeira vocação – a Vida Religiosa Consagrada.

“Meu Deus, vou casar, mas não é isso que eu quero pra minha vida. Eu não vou ser feliz, nem fazer o outro feliz”. Eu tomei coragem de assumir a minha vida. Foi aí que eu entrei para a congregação”, declarou a noviça.

Natural de Mafra (SC), filha mais velha entre três irmãs, a jovem de 33 anos vive a expectativa de assumir livre e amorosamente os Conselhos Evangélicos de pobreza, castidade e obediência, como Irmã do Imaculado Coração de Maria, vivendo o Carisma deixado pela fundadora, a Bem-Aventurada Bárbara Maix, no seguimento a Jesus Cristo.

Durante visita à Sede Geral ICM, em entrevista ao jornalista Magnus Regis, Cristiane falou um pouco sobre história de vida, como surgiu a vocação e deixa um lindo recado aos jovens que pensam na vida religiosa como um caminho de vida.

Leia a entrevista:

Quem é e jovem Cristiane Sabatke antes de decidir ser Irmã do Imaculado Coração de Maria?

Sou natural de Mafra, Santa Catarina. Sou de uma família com três irmãs, três meninas. Sou mais velha. Antes de entrar na Congregação eu tinha um emprego, estava noiva e foi durante o meu noivado que decidi ser religiosa. Eu trabalhava no Artesanato Pérola, que é uma fábrica de imagens religiosas. Conheci a Congregação ICM durante uma aula de teologia na ESTEF, em Porto Alegre, através da Irmã Michele da Silva.

Como de Mafra (SC) você veio à Porto Alegre?

Primeiro eu entrei em uma outra Congregação, digamos, mais fechada. A casa de formação era aqui em Porto Alegre. Era a Congregação que tinha na cidade a minha avó. Eu entrei nesta congregação e não sabia que havia outros carismas. Fui conhecer o carisma da Bárbara Maix quando eu estava estudando teologia.

Qual dos aspectos da Bárbara ou mesmo da Congregação que atravessou teu coração e te fez pensar: “essa é a Congregação pra onde eu quero ir.”?

Uma coisa que sempre me encanta na Bárbara Maix é a coragem, o ser feminino, ser mulher e o servir à Igreja e a Deus. Na outra congregação, como era mais tradicional, tinha que negar todo o ser feminino, toda a família… e a Congregação fundada por Bárbara zela por isso, pelo cuidado com a família, com a feminilidade e a missão em si, com os pobres nas periferias, na missão além fronteira.

Você tem 33 anos. Diante desse mundo que oferece aos jovens ganhos financeiros, festas, ‘possibilidades’ de ser feliz no “ter” e outras tantas coisas, por que você decidiu “ser” Irmã Consagrada?

Desde pequena sempre me senti chamada. Desde a época da catequese. Só que minha família nunca me apoiou. Para eles é difícil uma filha jovem querer ser religiosa. Eles pensam que eu sofreria, iria passar fome e outras tantas coisas que eles pensam. Pra mim sempre foi difícil não ter esse apoio. Eu fui deixando, empurrando e tentando viver a vida que eles queriam, que era casar, ter filhos… a vida de uma mulher de interior. Eu sempre pensava em algo a mais. Mas aí, quando eu fiquei noiva, eu pensei: ‘Meu Deus, vou casar, mas não é isso que eu quero pra minha vida. Eu não vou ser feliz, nem fazer o outro feliz”. Eu tomei coragem de assumir a minha vida. Foi aí que eu entrei para a congregação.

Nesse tempo de formação que viveu, o que você descobriu que pode fazer para ser uma pessoa feliz e realizada?

Que dá para conciliar os nossos projetos – nem tão pessoais – com a missão. Através do seguimento de Jesus Cristo posso continuar sendo eu mesma, colocando as minhas qualidades em ação. Não preciso deixar de ser eu para seguir. Posso ser eu. Quanto mais sendo eu, mais parecida com Jesus posso ser.

Quando começamos um projeto, como por exemplo, um curso da faculdade, ou uma viagem, vivemos o primeiro dia já pensamos como será o final, a formatura, o dia da viagem. Você já pensou nisso, tipo, ‘domingo vou ser Irmã ICM’? No domingo você assume, de fato, o Carisma ICM.

Quando eu penso nisso me dá um friozinho na barriga, sabe. Parecia tão longe e já chegou tão rápido. Sinto que é uma responsabilidade maior, um passo a mais, um passo muito importante na caminhada. Até então eu tinha formadora quem me orientava. Agora vou colocar em prática tudo aquilo que aprendi no tempo da formação.

Seu lema é o “Vem e segue-me!”. Essa foi a palavra de ordem desde o teu primeiro dia de caminhada?

Sim! Desde a catequese, com os meus oito ou nove anos. Lembro que foi durante um encontro de catequese, estudando o Evangelho do chamado dos Apóstolos que Jesus disse: “vem e segue-me!”. Eu achei o máximo! Eu também queria seguir porque Ele chamou tanta gente, então eu pensei: ‘Ele também está me chamando também quero ser como eles”. E desde então sempre ficou ecoando dentro de mim o “Vem e segue-me!”. E quando eu tentei preencher com outras coisas não me sentia bem. Só consegui me sentir realizada aqui na Congregação.

Pergunta clássica: qual recado você deixa para as jovens que, como você, avaliando as opções da vida, lá no fundo do coração tem o desejo de ser Irmã do Imaculado Coração de Maria?

Que não tem medo! Eu passei muito tempo na minha vida com medo e tentando viver uma vida que eu não queria. A partir do momento que eu decidi: “eu sou dona da minha vida. Eu tenho que ir”, foi a melhor coisa. Apesar das dificuldades, dos desafios, mas vale a pena. É não ter medo e confiar nesse chamado que a gente sente dentro do coração.

Finalizo perguntando: pra ti, o que é ser uma Irmã do Imaculado Coração de Maria?

É ser feliz! É ser feliz e realizada! Desde que eu entrei nesse período formativo, cada dia mais eu consigo me encontrar. Consigo me firmar nos meus ideais que são os ideais da fundadora, sempre na missão para o próximo.

MISSA TRANSMITIDA PELAS REDES SOCIAIS

Por conta da pandemia e em obediência às regras de distanciamento social, a Santa Missa com o Rito de Profissão Religiosa da noviça Cristiane não será aberta ao público. As comunidades poderão acompanhar através da transmissão das redes sociais – facebook e youtube (abaixo) das Irmãs ICM e da Página Vocacional ICM.


Por: Magnus Regis
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