Haiti: Irmã Neuza Lovis descreve a destruição após passagem do furacão

Foto: Carlos Garcia Rawlins / Reuters
 
 
 
Foto: Carlos Garcia Rawlins / Reuters

“A realidade é de muita tristeza. A gente sai e é difícil não se comover…. as pessoas recolhem pedaços de zinco que sobraram para poder cobrir as suas casas. E muita gente na nossa região morreu, famílias inteiras morreram.”

Este é o relato da Irmã Neuza Maria Lovis, missionária da Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria no Haiti. Ir. Neuza atua na Diocese de Jérémie, uma das mais atingidas pela passagem do furacão Matthew na semana passada.

“É uma desolação. Não ficou pedra sobre pedra. O interessante é que o pessoal pergunta: ‘Como você está? Nós estamos vivos’. Não perguntam o que você perdeu.”

O número de vítimas não para de crescer e já se fala em mais de mil mortos. O cenário, afirma a religiosa, é aquele descrito por Marcos 13: o fim. A região está isolada. As linhas telefônicas voltaram a funcionar somente na sexta-feira. As religiosas não tinham conhecimento nem mesmo do apelo do Papa Francisco feito no último domingo, antes do Angelus, em que pediu oração e a solidariedade internacional.

A comunidade da Irmã Neuza é formada por seis irmãs, das quais quatro brasileiras. Sua Congregação está presente no Haiti há 29 anos e atualmente trabalha junto às comunidades eclesiais de base, promovendo a agroecologia através de hortas comunitárias. Na diocese, das 45 paróquias, 39 foram destruídas pelo furacão. As duas pequenas casas da Congregação foram abertas aos desabrigados, e hoje elas estão acolhendo cerca de 50 pessoas, oferecendo a elas também alimentação.

Rádio Vaticano

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