Irmã Marlise relata primeiro dia de assembleia plenária da UISG

 
 
 

Irmã Marlise Hendges, Diretora Geral da Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria, descreve como foi o primeiro dia da Assembleia Plenária da UISG, direto de Roma, Itália. Confira:

Um breve resumo do primeiro dia da Assembleia

No primeiro dia da Plenária da União Internacional das Superioras Gerais (UISG), após apreciar o relatório do Conselho da UISG, fomos enriquecidas com a reflexão: “Semeadoras de Esperança profética: Uma visão para o Futuro da Vida Religiosa “. Exposição de Irmã Teresa Maya, CCVI

Ir. Teresa pontuou: Somos chamadas a RESTAURAR a dignidade humana, a paz, a comunhão; desafiou-nos a cultivar a profecia da COMPAIXÃO que nos trará esperança, desde que tenhamos uma VISÃO, fomentemos nossa MEMÓRIA, cultivemos nossa OBSERVAÇÃO e ousemos LIDERAR.

VISÃO: ver com ESPERANÇA PROFÉTICA. A esperança é o dom da Comunhão; é o resultado do encontro da Comunidade. Em Jeremias, Deus promete um “futuro com esperança “ se buscarmos de todo o coração. Essa visão do coração só pode ser encontrada tocando a Sabedoria Espiritual de nossa vida em contemplação. Mulheres Religiosas devem ser mulheres de VISÃO: Videntes de Esperança.
Profecia e Esperança dançam no interminável ciclo de compaixão que tece o futuro prometido por Deus.

MEMÓRIA: Para confiar no Apelo Profético – O futuro da vida Religiosa está entranhado em nossa memória! A busca pelo futuro deve começar pela lembrança. A memória é o sacramento da presença. Precisamos entrar no mistério da nossa memória, às vezes seletiva, às vezes dolorosa, às vezes escondida. Precisamos contar e recontar nossas histórias pioneiras, histórias fundantes, histórias de renovação e conflito. Ao contá-las nós encontraremos as sementes de Esperança que precisamos semear hoje. Precisamos ser contadoras de histórias para nos lembrarmos de quem somos.

É preciso trazer à memória a história das mulheres na Igreja. As questões sobre o papel das mulheres na Igreja continuam a reivindicar nossa atenção. Precisamos lembrar das mulheres resilientes que vieram antes de nós. É preciso lembrar as mulheres resilientes em face de probabilidades terríveis, mulheres marginalizadas, mulheres indígenas, mulheres escravizadas, mulheres vítimas de abuso.

Mulheres do mundo todo estão mostrando sua capacidade de resiliência; elas continuam sendo pilares ante a incrível adversidade e sofrimento. É pra lembrar que mulheres de todas as culturas e religiões, permanecem, repetidas vezes, como profetizas da compaixão. Sua história é também a nossa história.

Como Religiosas, precisamos nos unir a mulheres em todo o mundo em seu esforço para humanizar suas vidas.

OBSERVAR: Para viver plenamente o nosso momento.

A espiritualidade do observar, do notar, nos levará aos pequenos atos significativos de compaixão que restauram a esperança. Então nós nos juntaremos aos restauradores ao nosso redor, restaurando a criação, a dignidade humana e a paz, um pequeno passo de cada vez.

SEMEAR: Para nos apropriarmos do Apelo como Líderes.

As sementes da esperança profética precisam ser plantadas, regadas e cuidadas.

Precisamos liderar em colegialidade, colaboração e trabalho em rede, e nos apropriar do modelo de solidariedade.

Nós lideramos para que possamos testemunhar a compaixão como um corpo congregacional. Nós colaboramos e nos conectamos para que esta caminhada de compaixão profética possa nos conduzir a um futuro cheio de Esperança.

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