Irmã Rose Bertoldo recebe reconhecimento internacional

 
 
 

MANAUS-AM | A Irmã Roselei Bertoldo teve seu incansável trabalho missionário de prevenção e combate ao Tráfico de Pessoas reconhecido como importante ação que ajuda na transformação da Igreja Católica. O reconhecimento veio em forma de prêmio concedido pela Catholic Church Reform International´s, instituição mundial cuja sede está nos Estados Unidos.

A Catholic Church Reform International´s, uma rede global com mais de uma centena de grupos, presente em 65 países e reconhece o trabalho de católicos que, com sua missão, ajudam na reforma da Igreja.

Seguindo a doutrina do Concilio Vaticano II, que tem sido retomada pelo Papa Francisco, a instituição pretende fazer realidade um novo jeito de ser Igreja, uma dimensão cada vez mais necessária diante da situação atual que a sociedade e a Igreja Católica vivem, com constantes ataques de grupos que pretendem retomar o modo pré-conciliar.

Desde o trabalho em rede, que tem como fundamento a interação e colaboração dos diferentes grupos e pessoas que fazem parte da organização, a instituição pretende fazer realidade uma Igreja que tenha como base o amor e não as leis, sempre em interação com o mundo, que deve ser um lugar melhor para todos e todas.

Katia Bond, integrante da Rede Catholic Church Reform International´s, entregou na noite do dia 23 de janeiro, em João Pessoa (PB), a placa onde confere, em nível mundial, o prêmio de segundo lugar à Irmã Rose Bertoldo, como reconhecimento do seu trabalho.

A religiosa da Congregação da Irmãs do Imaculado Coração de Maria, que trabalha na Amazônia desde fevereiro de 2012, foi uma das auditoras na assembleia sinodal do Sínodo para Amazônia, que aconteceu em Roma, de 6 a 27 de 2019. Esse sínodo tem sido considerado por muitos, como um momento de grande importância dentro do processo de reforma eclesial. De fato, as vozes das mulheres e dos indígenas foram avaliadas como elemento fundamental nos debates desenvolvidos ao longo do processo sinodal.

O enfrentamento ao tráfico de pessoas, uma dimensão presente na reflexão sinodal, recolhida no Documento Final do Sínodo para a Amazônia, é uma das grandes problemáticas presentes na região Pan-Amazônia, sendo entendida como uma das muitas chagas que ferem os povos da região, especialmente os coletivos mais vulneráveis, dentre eles, as mulheres e as crianças. O trabalho desenvolvido pela Rede um Grito pela Vida, da qual Rose Bertoldo faz parte, tem sido um forte impulso na conscientização e combate, também dentro da Igreja católica.

Segundo Irmã Rose Bertoldo, “com muita gratidão que recebi esta premiação, um reconhecimento pelo trabalho que a Rede Um Grito pela Vida vem realizando ao longo destes anos, especialmente em todo o processo de preparação para a assembleia sinodal na Igreja da Amazônia. Muitos passos significativos temos dados no cuidado com a vida, um longo processo de articulação e formação de lideranças em muitos espaços eclesiais, o que tem contribuído para que a Igreja assuma como missão a defesa da vida das pessoas que são vítimas do abuso, exploração sexual e o tráfico de pessoas.”

Com informações Luis Miguel Modino

Deixe seu comentário