“Quanto vale a Vida?” vídeo mostra a triste realidade do Tráfico de Pessoas

 
 
 

A Comissão Episcopal Pastoral Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano da CNBB, apresenta o vídeo sobre a triste realidade do Tráfico de Pessoas e a missão da Comissão no enfrentamento às violações contra a humanidade.

Nesta luta que a Igreja promove, a Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria participa como presença solidária e missionária. Tanto na comissão especial, como na Rede Um Grito Pela Vida, as Irmãs atuam no enfrentamento a esse crime que movimenta milhões às custas do sofrimento de irmãos e irmãs empobrecidas.

“O nosso Deus é o Deus da vida, Deus da Liberdade, por isso não compactua com nenhuma forma de exploração e de escravidão” define a Irmã Maria Bernardete Macarini, conselheira geral da Assistência Social da Congregação e integrante da coordenação nacional da Rede Um Grito Pela Vida.

Também as Irmãs Eurides Alves de Oliveira e Roselei Bertoldo, da comunidade ICM de Manaus (AM), participam da comissão, e no vídeo alertam para a questão da exploração sexual e para os canais de denúncia.

A Irmã Roselei afirma: “O tráfico de pessoas para fim de exploração sexual é um crime que roubou sonhos e viola a vida e a dignidade do ser humano. O aliciamento acontece através de diversas formas: oferta de emprego e de viagens, a facilidade em ganhar dinheiro, muitas vezes através da fuga da violência intrafamiliar, a migração forçada e a própria busca pela sobrevivência”. Já a Irmã Eurides destaca: “O silêncio social preserva o tráfico humano e mantém a impunidade. Pra romper esse silêncio, é preciso um amplo trabalho de prevenção, de atenção e acolhidas às vítimas e de incidência política”.

Assista

Integrante da Comissão Pastoral da Terra, a CPT, o assistente social Francisco Alan dos Santos, que também é leigo ICM, lembra que o Trabalho Escravo também um forma de Tráfico Humano: “O trabalho escravo é um crime. É uma modalidade do tráfico humano que degrada a vida de muitas pessoas em situação de vulnerabilidade. A Igreja, as instituições públicas e toda a sociedade tem um papel fundamental na luta contra o tráfico humano. Precisamos abrir o olho, denunciar e combater toda forma de escravidão”, assevera.

A população tem muitos canais à disposição para denunciar casos de Tráfico Humano. As denúncias podem ser feitas de forma anônima. Pelo telefone, o atendimento é feito pelos números 100 ou 180. A ligação é gratuita. Em casos de casos internacionais, a Polícia Federal deve ser acionada. Os casos também podem ser denunciados nas delegacias geral ou especializadas, conselho tutelar ou nos núcleos locais de enfrentamento ao Tráfico Humano.


Por: Magnus Regis | comunicacao@icm-sec.org.br

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