Suposto milagre para a canonização de Madre Bárbara Maix começa a ser investigado

 
 
 

Está oficialmente aberta uma nova etapa da causa que pede a canonização da Bem-Aventurada Bárbara Maix. Na manhã da segunda-feira, 14 de outubro, Dom José Gislon, bispo diocesano de Caxias do Sul, nomeou o Tribunal Eclesiástico que investigará a ocorrência do suposto milagre atribuído à intercessão da religiosa fundadora da Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria.

O suposto milagre aconteceu em Santa Lúcia do Piaí, distrito de Caxias do Sul/RS, onde, no final de 2018, uma mulher de iniciais N.M.D.C sofreu graves queimaduras de 2º e 3º grau enquanto fabricava sabão. O acidente uniu a família e a comunidade  em oração, pedindo a intercessão de Madre Bárbara. Em 13 dias, a mulher teve alta hospitalar por estar completamente curada.

Até o momento, o caso não encontra explicação à luz da ciência, por isso, será investigado pelo referido Tribunal que ouvirá a miraculada, profissionais da saúde e as testemunhas do fato ocorrido. Assim ficou nomeado o tribunal: Pe. Tiago Camozzato – Juiz delegado pelo bispo diocesano; Pe. Joone Fachinelli – Chanceler e promotor de justiça; Pe. Lucivan Francieski – Notário Atuário. Por indicação da Congregação, a Irmã Gentila Richetti continua como postuladora da causa.

Segundo Irmã Marlise Hendges, Diretora Geral da Congregação, o acontecimento que será investigado diz muito sobre a missão de Madre Bárbara:  “A família e a comunidade de Santa Lúcia do Piaí se uniram em oração e solidariedade. Suplicaram a intercessão de Madre Bárbara. Este fato nos fala do sofrimento de muito, no corpo e na alma. Isso ressoa como um chamado ao serviço que Jesus prestou à humanidade. Madre Bárbara O seguiu. Viemos celebrar a intercessão da Bem-Aventurada que continua indo ao encontro dos pobres, através da missão que nos foi confiada.”.

Ao acolher o pedido para abertura do processo, Dom José Gislon destacou a vida de dificuldades e superação da Bem-Aventurada. Segundo o prelado, ela nunca desistiu da vocação para trabalhar em favor dos pobres:

“A nossa Diocese se alegra imensamente por poder tomar parte nesse processo, e acima de tudo, para que a Congregação possa levar adiante esse processo para que a Igreja possa ter inscrito, um dia, no catálogo dos santos, o nome de Madre Bárbara Maix. Isso mostrará para toda a humanidade, para os que vivem hoje e para os que viverão amanhã, quem foi Bárbara e o que foi que Deus fez por seu intermédio” disse o bispo.

Não há prazo para que a fase diocesana seja concluída. Após essa etapa, o processo será enviado para a Congregação para as Causas dos Santos, no Vaticano, onde será novamente analisado pelos peritos da Sé Apostólica. Se o milagre for reconhecido, o Papa Francisco poderá proclamar Madre Bárbara como santa.

 A BEM-AVENTURADA BÁRBARA MAIX

Nascida na Áustria em 1818, Madre Bárbara Maix tornou-se a primeira mulher beatificada, no Rio Grande do Sul. Perseguida em Viena, pela sua opção de vida religiosa, mudou-se para o Brasil, em 1848. No ano seguinte, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), fundou a Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria. Viveu no Brasil por 25 anos, dos quais, 11 no Rio de Janeiro. Viveu e trabalhou 14 anos em Porto Alegre. Faleceu em 17 de março de 1873, no Rio de Janeiro (RJ). A causa de canonização foi iniciada em 1993, em Porto Alegre.

A vida cristã de Bárbara Maix, o testemunho de santidade e a cura milagrosa do menino Onorino Ecker, também vítima de grave queimadura, ocorrido em 1944, em Santa Lúcia do Piaí, foram essenciais para o Papa Bento XVI proclamá-la Bem-Aventurada (ou beata, em italiano). A beatificação aconteceu no dia 06 de novembro de 2010, em cerimônia religiosa realizada no Gigantinho, em Porto Alegre/RS, com público de mais de 20 mil pessoas. Para a canonização, a Igreja pede a ocorrência de um novo milagre.

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